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Defesa de Dissertação de Mestrado Nº 1.307: "DiTV - Arquitetura de Desenvolvimento para Aplicações Interativas Distribuídas para TV Digital"

O aluno Victor Hazin da Rocha vai defender o seu trabalho no dia 26/08, no auditório do CIn Início: 26/08/2013 às 15:00 Término: 26/08/2013 às 17:00 Local: Auditório do CIn

Pós-Graduação em Ciência da Computação – UFPE
Defesa de Dissertação de Mestrado  Nº 1.307
 
Aluno: Victor Hazin da Rocha
Orientador: Prof. Carlos André Guimarães Ferraz
Título: DiTV - Arquitetura de Desenvolvimento para Aplicações Interativas Distribuídas para TV Digital
Data: 26/8/2013
Hora/Local: 15:00 h – Auditório
Banca Examinadora:
Prof. Fernando da Fonsêca de Souza (UFPE / CIn)
Prof. Fernando Antônio Mota Trinta (UFC / Departamento de Computação)
Prof. Carlos André Guimarães Ferraz (UFPE / CIn)
 
RESUMO:
 
Mesmo antes do advento da TV digital Interativa, os telespectadores interagiam com a TV, escrevendo cartas, ligando para a emissora e principalmente, mantendo ou não a sintonia em determinado canal, na forma mais básica de interação. Hoje, quando o termo interatividade vem atrelado à ideia de aplicações, softwares desenvolvidos com uma finalidade específica e executados na TV assumem o desafio de enfrentar o mercado e, para tanto, devem ser ao mesmo tempo logicamente corretas e interessantes, capazes de conseguirem a atenção e participação dos telespectadores (SANTOS, 2011). Assim, os envolvidos com a criação das aplicações precisam definir o que é relevante para o usuário durante uma interação com um dispositivo/serviço de TV Digital, capturar estes dados de forma transparente e não intrusiva, e finalmente, utilizar estas informações em prol do próprio usuário (COELHO, 2008)
A interatividade se destaca dentre os novos serviços oferecidos pela digitalização da TV, isso ocorre em função dela integrar a área de software a um ecossistema ainda puco conhecido pela comunidade de tecnologia da informação. E ao mesmo tempo em que essa mudança traz oportunidades, ela apresenta vários desafios para todos os envolvidos na área: produtores de conteúdo, emissoras, fabricantes de receptores e o mais novo integrante, a comunidade de software (CAVALCANTI, 2012).
Apesar de todo entusiasmo com o qual foi recebida pela comunidade acadêmica e pelas emissoras de TV, a interatividade na TV aberta ainda não é largamente utilizada. Isso ocorre no cenário brasileiro muito em função da falta de conteúdo apropriado, das dificuldades para fechar o escopo das definições do padrão de TV digital e normatização do mesmo, além de não existir um modelo de negócios definido que estimule a produção e consequente transmissão de conteúdos interativos (CAVALCANTI, 2012)(SOARES et al., 2009)(ANGELUCI, 2011).
Outro aspecto que impacta na criação de aplicações interativas é que mesmo com todos esses novos recursos, o dispositivo de TV não foi originalmente criado para prover uma infraestrutura que permita executar esses aplicativos. Este desafio é incrementado quando pensamos em aplicações distribuídas convergentes sensíveis a contexto, cujo desenvolvimento é por natureza complexo e requer domínio e experiência por parte dos programadores, muitas vezes em mais de uma plataforma (TANENBAUM; STEEN, 2002). No que diz respeito à interação com serviços distribuídos, a maior dificuldade é que não há suporte a protocolos de comunicação em alto nível por parte dos middleware de TV digital e, mesmo se houvesse, o atendimento ficaria ameaçado pelos problemas de escalabilidade oriundos da natureza centralizadora destes serviços e das proporções da rede formada pelos terminais (JÚNIOR, 2011).
O problema da escalabilidade é bastante relevante quando pensamos em aplicações distribuídas para TV, visto que estamos lidando com o aparelho eletrodoméstico mais popular do Brasil (IBGE, 2010). Diferente das aplicações web habituais, cujos acessos dos usuários são divididos ao longo de um dia inteiro, uma aplicação interativa transmitida junto a um programa de televisão poderá ter milhões de acessos simultâneos, sobrecarregando os servidores da emissora (ROCHA et al., 2012). Isso ocorre pois um programa de televisão é transmitido apenas em horários predefinido pela emissora, dessa forma a aplicação só é acessível aos telespectadores durante o tempo de exibição desse programa, concentrando assim o acesso de todos os usuários da aplicação nesse curto espaço de tempo.
Mesmo com a crescente evolução das funcionalidades dos dispositivos receptores de TV digital, esses aparelhos ainda apresentam uma baixa capacidade de processamento quando se compara às capacidades de, por exemplo, a um computador pessoal (BENOIT, 2009). Portanto ao se considerar o uso de sistemas que utilizam diversos recursos para realizar uma determinada tarefa deve-se analisar o ambiente e quais os recursos de software e hardware estão disponíveis nele. Em um receptor de TV Digital, os recursos computacionais são limitados e direcionados para dar o suporte básico ao middleware e suas aplicações interativas, sejam elas transmitidas em broadcast ou executadas de modo embarcado no dispositivo (ABNT, 2008). Dessa forma, quando se considera a execução de aplicações mais complexas deve-se adotar soluções que diminuam o consumo ou até mesmo evitem o uso dos recursos computacionais dos dispositivos receptores de TV Digital (JÚNIOR, 2011).
Aproveitando o crescente avanço dos aparelhos de TV com conexão à internet nos lares e demais ambientes, pode-se utilizar a infraestrutura da internet para executar um sistema que possua um fluxo de atividades que engloba vários componentes distribuídos. Dessa forma, a TV utilizaria tal sistema como um serviço externo, deixando de alocar os recursos locais, que devem ser disponibilizados ao middleware, e apenas enviando/recebendo as informações de entrada/saída necessárias completar o fluxo de execução do sistema (JÚNIOR, 2011).
Ao tentar resolver esses problemas e levar as aplicações interativas distribuídas para as TV alguns cuidados precisam ser considerados, pois segundo (GAWLINSKI, 2003), as aplicações de TV interativa tem toda a complexidade dos aplicativos de computador, mas são executadas em uma plataforma que normalmente não tem problemas técnicos ou de usabilidade. Os dispositivos de TV não falham, o controle remoto sempre funciona e a imagem não carrega de forma lenta quando todos estão assistindo, como acontece na Internet. Com isso, qualquer aplicação que apresente comportamento inesperado não será tolerada pelos telespectadores, principalmente nesta fase de transição que se está vivenciando.
Este trabalho tem como objetivo criar uma arquitetura para o desenvolvimento de aplicativos interativos distribuídos sensíveis a contexto centrados na TV, chamada DiTV (Distributed interactive TV), com o qual o desenvolvedor de aplicativos poderá criar aplicações interativas distribuídas sensíveis a contexto para TV digital que suportem o crescimento escalar do número de usuários de forma transparente.
 
Palavras-chave: Sistemas Distribuídos, Televisão Digital, SBTVD, Aplicações Interativas, Escalabilidade. 
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